quinta-feira, 26 de julho de 2012

Puerto Rico



Capital: San Juan (18°27′00″N 66°04′00″W)
Língua oficial : Espanhol e inglês
Moeda: Dólar Americano
Governo: Barack Obama
Dependência: Autonomia (?!)




 



 Toto la Momposina, Colombia

Susana Baca, Peru

Maria Rita, Brasil


Calle 13 é um grupo porto-riquenho que explodiu recentemente. Peraí.. explodir, em se tratando de música, não é um termo suspeito ?
É precisamente essa a ferida em que os irmãos Visitante e Residente tocam. Um Reggaeton emergente da massa, não um programado para esta. A negação das fronteiras entre gêneros e da linguagem solene das côrtes: troços os quais empunha  o som dos caribenhos.


Em Entrevista pelo Calle 13 em Cuba,

"Calle 13 pretende estimular otro discurso, lo auténtico. Es mezclar, como la “ropa vieja” que tú la desmenuzas, de eso se trata."
 (...)
"¿Tú sabes por qué? Porque eso de que estén censurados le da a la gente como un hambre de escuchar. Te lo digo por experiencia, porque nosotros no lo hacemos para que nos censuren, pero ahora mismo en San Juan estamos censurados totalmente, y precisamente ahora, cuando estamos siendo censurados, es cuando la gente esta poniéndose a entender la propuesta y a escucharnos. La censura lo que hace es levantar la audiencia, lo vuelve más atractivo, lo prohibido siempre llama la atención. "
(...)
"Yo creo que ya se trascendió esa época del reguetón excesivamente ostentoso, siempre queda algo, pero ya no es como antes que salían en los vídeos con un Ferrari del año."
(...)
"Que la música de verdad, la música que sale del corazón y que se está haciendo sin ningún interés al final triunfa sola, aunque tome cinco años, diez años, veinte años, treinta años, cuarenta años… eso solo va a salir para arriba."



sábado, 14 de julho de 2012

Tinta

Buscando algum conteúdo de pintura na arte contemporânea, deparei-me com um paleontólogo. Achei de um interesse tal, que pretendo descascar mais o terreno, quiçá uma jornada por países. 

O homem, que é russo, expõe mitos e contos fantásticos em corpos fósseis, perdoe a hipérbole.

Se o vegetal do tipo flor nos parece um troço macio, delicado de doer, o tecido se ossifica, com uma intimidade que dá a certeza de que é propriedade atemporal da flor, o osso. Não pude me livrar dessa impressão forte de primeira vista. 

O peixe, a asa, o rendado, a extrusão de vértebra nos bixos.


Александр Долгих (Aleksander Dolgikh) - Rússia, 1968








sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bah, Bah, Coup d'état


 Bem, não sei com mínimos detalhes o que se passa no tão já difamado vizinho nosso Paraguai, digo mínimos porque tenho certeza de que devem ser muitos e enrolados os trâmites de um processo de conflitos internos como o que se desenvolveu no país nos ultimos tempos. 
Recusando-se a resistir ao impeachment relâmpago, o presidente poupou sangue nas ruas ? Não duvido. Mas e o sangue a ser espirrado com o novo mandatário ?

 Está fora de cogitação o tipo de questão [será que é golpe mesmo?]. A coisa foi tão grave que, ouvindo rádio FM, entre músicas de Rihanna, Katy Perry e entrevistas profundas do Pânico na TV, eis que surge uma piada com o caso, que atravessando um enredo informativo de cunho pop, conclui: 'no Paraguai, até o presidente é falsificado'. Fenômeno raro em que um preconceito à la Hume serve de alicerce científico prum resultado coeso.
 
 Mas se não é isso que está em questão, também não há como não se pensar que diabos de sistema jurídico é esse que permite com suporte em maioria parlamentar a invalidação de um mandato presidencial, num caso em que se supõe 'incompetência administrativa' (sem qualquer indício de corrupção). Como é possível que não tenha sido citada em algum momento a necessidade de um recall político, com invocação da população pra decidir sobre a tal 'incompetência administrativa' ?

 Enquanto Julia Roberts pode se aposentar e plantar alfaces, vegetal tem dono certo na nação latina, e leva agora, mais uma vez, gente certa ao poder.
 







Buhhh, Conspiração ?

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/blog-na-rede/o-golpe-da-monsanto-e-da-midia-no-paraguai/

Le Monde Selon Monsanto - Documentário Completo
(França, 2008, 108min. - Direção Marie-Monique Robin)



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Download

Bom, dado o esquema global de perseguição sistêmica aos links de arquivos a partir de páginas avulsas, fiz certa crítica lá trás aos paranóicos que postam os troços a todo custo; acho mais saudável trabalharmos espalhando as referências pra que haja nos sítios especializados buscas mais no alvo, que gastarmos nossas vidas buscando e postando links que ainda estejam funcionais (até quando?), ....

O fato é que as fontes são muitas, e vai aqui uma lista:

Torrent (através do uTorrent ou similar)
http://torrentz.eu/ (buscador global)
http://archive.org/index.php  (tem de santo a divindades inferiores)

http://www.4shared.com/ (Há filtros no menu esquerdo do site, como [archive]  e [size:___] que facilitam a busca)

Buscador: http://www.buscanorapidshare.com/ (busca rapid, mediafire, ..)

Ademais, não há como baixar o que não se sabe, daí a importancia dos Infoblogs, que frequentemente matam de raiva o internauta por "não terem nada". 

Boa jornada aos transeuntes, uso esses pra álbuns, discografias, e cinema.





Quero samba e quero reggae
quero jazz e quero blues
becos favelas famílias, jogados na mão de quem ?

de quem ?

de ninguém.








quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tá legal eu aceito o argumento, só não me entram bem clichês dos esquisitamente mais absurdos, do tipo É possível mudar o mundo ..
A frase correta deveria ser "É impossível não mudar o mundo", aí sim, principiariam todos os debates acerca da alternativa a um mundo inexoravelmente assentado no devir, e gentes das mais excêntricas se esguelariam na defesa da suas teses pessoais, deixariam pra contato endereço e telefone da ONG encarregada.

É tão absurdo assim pensar que não existe esse mundo sem Zé, sem mim? Esse mundo existiria assim sem Zé, sem mim? Bah, não se brinca com isso.

Um mundo pétreo, taí, um mundo possível de não ser mudado.  Pelo menos quanto a esse, é certo que seria consenso, não é bem-vindo pra corrente alguma, ou catraca, ou coroa.

Lembre-se
Chavão abre porta grande
Mas e a porta, dá nonde ?







*Obs: a indagação anterior é apenas uma metáfora, 
não denotada de maneira alguma pela imagem
Agradeço a compreensão.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Porque produzir coisas que não denotam sentido não é tão simples quanto se imagina

É preciso denunciar a exclusão em massa dos pacotes em servidores de hospedagem,.. mais, a ingenuidade dos que insistem injetando em blogs pessoais links diretos pros tais pacotes. Sistema de busca existe pra encontrar arquivos e quem se interessa, busca.

Denunciar o fato de que nossos 16 anos, aos quais somos acusados fábricas de textos marxistas, não voltam mais. Os 16.

Mecanismos assim poupam as lágrimas vinculadas à sensação de que um trabalho extenuante se perdeu.

Por fim, o de que há  no mínimo 100 musicas de cada um dos seus ídolos as quais você não conhece.



Vida longa ao Torrent
Morte curta aos bustos (que estejam vagando por aí)


sábado, 23 de junho de 2012

Do que não sei o nome eu guardo as semelhanças.
Não assento aparelhos para escuta
E nem levanto ventos com alavanca.
(Minha boca me derrama?)
Desculpem-me a falta de ignorãças.
Não uso de brasonar.
Meu ser se abre como um lábio para moscas.
Não tenho competências pra morrer.
O alheamento do luar na água é maior do que
o meu.
O céu tem mais inseto do que eu?

Manoel de Barros




 

Não merece sinopse.

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Era uma vez um punhado de francesas que adentraram um país vizinho, onde tanto homens como mulheres andavam apenas com as roupas de baixo. 

Depois de anos aturando o absurdo que era ver aquelas imigrantes cobrirem os peitos, o primeiro-ministro do país enviou uma proposta de lei a ser votada no Parlamento:

“As imigrantes nesse país estão terminantemente proibidas de usarem sutiã. O uso da peça escancara a opressão da mulher pelo gênero masculino, visto que, na cultura primitiva dessas pobres senhoras, homens podem andar em público com os peitos à mostra e mulheres não.” 

Aprovada a lei, unânime entre os iluminados, as francesas foram convidadas a expor os faróis no meio das ruas, caso contrário, multas de 150 dólares a cada inspeção.













Chambord, nalgum lugar da superfície


Fronteira ?

Certa vez, numa entrevista, tava o Zeca Baleiro respondendo sobre a possibilidade de parceria com o francês de alma latina, ou melhor, mundana, Manu Chao. Riu sobre a provocação, dizendo que acompanhava sim o trabalho do compositor/intérprete.

Não sei se procede com o maranhense, mas o ex-parceiro de quarto e secretário da cultura da Paraíba, Chico César, já adiantou algo:



Que se espera da junta de dois sons assim?

 

Espera-se.


sábado, 7 de abril de 2012

          Não pude viver a época de ouro do rádio. Quando nasci, rádio já era coisa pra vó saber das tragédias, das rinhas eleitorais em tempo democrático, .. via rádios daqueles.. velhaços, arcaicos, gigantes, incríveis, mas mudos daqueles sons, esquecidos dos troços ferventes duma juventude que já capara o gato, ... mas eu ainda era menino, diabos ! nem de bronze era mais a época.
          Fluía X-MEN versão primitiva no televisor  e eu tomava bananada, cena que estende tentáculos e imobiliza o entorno, .. já nem lembrava o que era uma morte ou uma carrada de areia, quando descobri que o rádio sobreviveu.

Há boatos de que, sem whey, tá mais forte do que nunca, inda rádio.


   
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Hoje não teve percurso algum. Não ingeri pão com café, nem liguei uma máquina pra me fingir do mundo. Não caminhei bons metros até a parada de ônibus, ou insisti na calçada com mais sol, porque comumente é pouco. Tampouco subi no ônibus, pausei pra checar os bolsos, sentei na vaga longe da janela, embora precise de sol. Hoje não vi doutores em bíblia, nem jazigos em promoção. Não ouvi as palavras de ordem de uma velha rasgarem meus tímpanos. Hoje não me faltou ar em frente ao templo de Nossa Senhora dos Remédios.

Hoje não.













































segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Da dificudade em definir fundos

1. Passei alguns meses tentando arranjar bons arranjos pressa página que não existe. Ou que existe tão quanto um passamento de sonho.

2. Quando enfim consegui algo que não me agradava ainda, mas que simulava bom devido ao cansaço, encerrei a página.

3. Não havia mais o que escrever

4. Um dia, o fundo que me fez fundar e encerrar a página foi negado. É com a negação que revivo a coisa agora.