sexta-feira, 22 de junho de 2012


Era uma vez um punhado de francesas que adentraram um país vizinho, onde tanto homens como mulheres andavam apenas com as roupas de baixo. 

Depois de anos aturando o absurdo que era ver aquelas imigrantes cobrirem os peitos, o primeiro-ministro do país enviou uma proposta de lei a ser votada no Parlamento:

“As imigrantes nesse país estão terminantemente proibidas de usarem sutiã. O uso da peça escancara a opressão da mulher pelo gênero masculino, visto que, na cultura primitiva dessas pobres senhoras, homens podem andar em público com os peitos à mostra e mulheres não.” 

Aprovada a lei, unânime entre os iluminados, as francesas foram convidadas a expor os faróis no meio das ruas, caso contrário, multas de 150 dólares a cada inspeção.













Chambord, nalgum lugar da superfície


Fronteira ?

Certa vez, numa entrevista, tava o Zeca Baleiro respondendo sobre a possibilidade de parceria com o francês de alma latina, ou melhor, mundana, Manu Chao. Riu sobre a provocação, dizendo que acompanhava sim o trabalho do compositor/intérprete.

Não sei se procede com o maranhense, mas o ex-parceiro de quarto e secretário da cultura da Paraíba, Chico César, já adiantou algo:



Que se espera da junta de dois sons assim?

 

Espera-se.


sábado, 7 de abril de 2012

          Não pude viver a época de ouro do rádio. Quando nasci, rádio já era coisa pra vó saber das tragédias, das rinhas eleitorais em tempo democrático, .. via rádios daqueles.. velhaços, arcaicos, gigantes, incríveis, mas mudos daqueles sons, esquecidos dos troços ferventes duma juventude que já capara o gato, ... mas eu ainda era menino, diabos ! nem de bronze era mais a época.
          Fluía X-MEN versão primitiva no televisor  e eu tomava bananada, cena que estende tentáculos e imobiliza o entorno, .. já nem lembrava o que era uma morte ou uma carrada de areia, quando descobri que o rádio sobreviveu.

Há boatos de que, sem whey, tá mais forte do que nunca, inda rádio.


   
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Hoje não teve percurso algum. Não ingeri pão com café, nem liguei uma máquina pra me fingir do mundo. Não caminhei bons metros até a parada de ônibus, ou insisti na calçada com mais sol, porque comumente é pouco. Tampouco subi no ônibus, pausei pra checar os bolsos, sentei na vaga longe da janela, embora precise de sol. Hoje não vi doutores em bíblia, nem jazigos em promoção. Não ouvi as palavras de ordem de uma velha rasgarem meus tímpanos. Hoje não me faltou ar em frente ao templo de Nossa Senhora dos Remédios.

Hoje não.













































segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Da dificudade em definir fundos

1. Passei alguns meses tentando arranjar bons arranjos pressa página que não existe. Ou que existe tão quanto um passamento de sonho.

2. Quando enfim consegui algo que não me agradava ainda, mas que simulava bom devido ao cansaço, encerrei a página.

3. Não havia mais o que escrever

4. Um dia, o fundo que me fez fundar e encerrar a página foi negado. É com a negação que revivo a coisa agora.